Captura de Nicolás Maduro: como aconteceu, intenções dos EUA e repercussão mundial
Em 3 de janeiro de 2026, uma operação militar dos Estados Unidos culminou com a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa Cilia Flores. A ação, denominada Operação Absolute Resolve, marcou uma das maiores intervenções militares na América Latina nas últimas décadas, com implicações diplomáticas, políticas e econômicas para a Venezuela, os Estados Unidos e o contexto regional.

Como aconteceu a captura de Nicolás Maduro
A operação foi planejada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e ordenada pelo presidente Donald Trump. Iniciada na madrugada de 3 de janeiro, a ação militar envolveu ataques aéreos e movimentação de tropas em múltiplas áreas do norte da Venezuela, incluindo a capital Caracas. Tropas especiais dos EUA, possivelmente membros da Delta Force e unidades de elite de várias divisões, participaram da incursão.
Segundo relatos oficiais, os ataques visaram desabilitar defesas aéreas venezuelanas e facilitar o avanço das forças que capturaram Maduro e sua esposa em um complexo na capital. Eles foram posteriormente evacuados para fora do país com destino aos Estados Unidos, onde enfrentarão acusações judiciais.
Donald Trump divulgou imagens de Maduro a bordo do USS Iwo Jima, um navio-base norte-americano, demonstrando a conclusão bem-sucedida da operação sem perdas significativas de pessoal ou equipamento dos EUA.
Motivações dos EUA para a operação
A captura de Nicolás Maduro não foi um evento isolado, mas o ápice de anos de tensão entre Washington e Caracas. Desde 2025, os Estados Unidos haviam aumentado a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro por envolvimento com narcoterrorismo e tráfico de drogas, chegando a US$ 50 milhões.
Maduro foi formalmente acusado nos EUA de múltiplos crimes, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse ilegal de armamentos, segundo informações divulgadas pela Procuradora-Geral americana.
O americana afirma que a ação visou proteger a segurança nacional dos EUA, desmantelar uma estrutura que teria facilitado o tráfico de drogas e pôr fim a um governo que considerava ilegítimo e repressivo.
Além das motivações legais, Trump declarou que os EUA visam garantir um “transição segura e ordenada” na Venezuela e planejam envolver-se profundamente na reconstrução do país, incluindo o setor petrolífero venezuelano, um dos mais importantes do mundo.

Repercusão mundial
Reações políticas e diplomáticas
A intervenção provocou respostas diversas e geralmente polarizadas no cenário internacional:
Organização das Nações Unidas (ONU): expressou preocupação com a violação dos princípios de soberania e do uso da força, classificando os ataques como um precedente perigoso.
China e França: condenaram a ação dos EUA, alegando violação do direito internacional e da soberania venezuelana.
México e Colômbia: criticaram a operação como um ataque à estabilidade regional.
Espanha: ofereceu mediação diplomática e pediu desescalada imediata.
União Europeia: manifestou preocupação e pediu respeito à lei internacional.
Essa combinação de críticas reflete apreensões quanto à legalidade do uso da força e ao impacto sobre as relações internacionais e a estabilidade hemisférica.
Repercussões regionais e dentro da Venezuela
Na Venezuela
O governo venezuelano denunciou a operação como um ato de agressão imperialista, alegando que se trata de uma violação flagrante da soberania nacional. Autoridades oficiais exigiram “provas de vida” de Maduro e rejeitaram as alegações americanas sobre o caso.
Oposição venezuelana
Líderes da oposição, como María Corina Machado, comemoraram a captura, chamando o evento de ponto de virada histórico e abrindo caminho para um possível governo de transição que restauraria a ordem democrática no país.
Impacto nas viagens e economia
As ações militares geraram restrições de espaço aéreo e cancelamentos de voos no Caribe, afetando companhias como JetBlue, United e outras, e provocando impacto no turismo e no tráfego regional.
O que muda para a Venezuela após a captura
A captura de Maduro representa uma ruptura radical na continuidade política venezuelana. Algumas possíveis mudanças esperadas incluem:
Transição de poder: O governo interino reconhecido pelos EUA, liderado por Edmundo González ou por figuras da oposição, pode ser oficialmente instalado para liderar um período de reforma democrática.
Processo judicial nos EUA: Maduro e sua esposa serão julgados em tribunais americanos por acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e outros crimes.
Intervenção econômica: Os EUA sinalizaram intenção de envolvimento profundo no setor petrolífero da Venezuela, um elemento-chave para a economia nacional.
Relações internacionais: A operação deve redefinir as alianças regionais e o papel dos EUA na América Latina, com potenciais repercussões no longo prazo para a estabilidade hemisférica.
Intenção dos EUA com a captura
Oficialmente, Washington justifica sua ação como parte de sua guerra ao narcotráfico e ao terrorismo e como um esforço para restaurar a ordem democrática na Venezuela. A intenção declarada inclui:
Extrair Maduro do poder para que ele responda por acusações penais nos EUA.
Apoiar uma transição política que deixe de lado o que considera um governo ilegítimo.
Possivelmente reestruturar o setor energético venezuelano e restabelecer relações econômicas sob novas condições.
A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos marca uma virada dramática nas relações internacionais, na crise política venezuelana e nas estratégias geopolíticas no hemisfério ocidental. A operação foi motivada por acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e corrupção, e sua execução levantou debates intensos sobre soberania, intervenção militar e futuro democrático da Venezuela.
Os próximos meses serão decisivos para determinar não apenas o futuro político da Venezuela, mas também a forma como o uso de força por potências globais é interpretado no cenário internacional.